Defesa diz que prisão de executivo não impedirá empreiteiteiras

Advogados do vice-presidente da empreiteira Camargo Corrêa, Eduardo Hermerlino Leite, preso durante a sétima fase da Operação Lava Jato, disseram à Justiça Federal que a prisão dele não vai impedir que as empresas cometam mais crimes, conforme a defesa apresentada na segunda-feira (23) ao juiz Sérgio Moro, responsável pelo processo. Além de negar as acusações de lavagem de dinheiro, corrupção e uso de documento falso, os advogados do executivo alegam que a prisão preventiva de Hermerlino Leite não se justifica.

Leite e executivos de outras empreiteiras estão presos na Superintendência da Policia Federal em Curitiba há 40 dias. “Com o máximo respeito, a alegação de interrupção do ciclo delitivo não se sustenta. Acreditar que a prisão do acusado, funcionário de terceiro escalão de uma das empresas envolvidas, impedirá a prática de novos crimes é crença que foge à lógica e ao bom senso. Na prática, não existe nenhuma conexão entre a prisão do denunciado e a cessação da prática de novos crimes por parte das empreiteiras”, diz a defesa.

No mesmo documento, os advogados afirmam que o executivo da Camargo Corrêa “foi eleito como bode expiatório” para servir de alerta para outros acusados. A afirmação rebate uma declaração de Sérgio Moro, quem em despanho sobre as investigações, em novembro, disse que as prisões determinadas por ele são um “remédio amargo” para coibir a continuidade dos casos de corrupção na Petrobras.

Política Livre

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