Eliana Calmon diz que Wagner fechou as portas para investigação no TJ-BA

A pré-candidatura ao Senado Federal, a atuação como magistrada e os desafios que enfrentará durante as eleições de outubro foram alguns dos assuntos comentados pela ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon (PSB) durante entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta segunda-feira (20). Segundo Eliana, suas ideias e convicções políticas se identificam mais com a Rede Sustentabilidade, grupo da ex-ministra Marina Silva, do que com o PSB, de Eduardo Campos. “Estou no PSB porque o PSB é um partido oficialmente estabelecido, mas a minha base é toda vinda da Rede. Marina [Silva] me deu alguns livros da vida dela e estou numa situação de conforto na minha escolha”, afirmou.

Calmon disse ainda que o PT nunca a procurou para propor que ela se filiasse à legenda. “Setores da Polícia Federal diziam que eu ia ser convidada, mas nunca fui. Sempre tive um relacionamento social com o governador Jaques Wagner, só convivi com ele em posses e eventos. Quando decidi entrar no Tribunal de Justiça da Bahia para resolver alguns problemas relacionados ao mau uso de verbas, esperava contar com a ajuda do governador, esperava que as portas estivessem abertas, como foi em outros estados, mas as portas foram fechadas”, contou.

Sobre a campanha eleitoral para o pleito que acontecerá em outubro, a ex-ministra confidenciou que não se sente preparada para subir nos palanques. “Eu não estou preparada para palanque, pois nunca subi num palanque. Esta prática de palanque e política eu não conheço. Acho que o que é importante é fazer política diferente, de cooptação. É por isso que eu estou chegando. Eu quero provar a mim mesmo que é possível melhorar o nível dessa política. Quero conhecer o chão da Bahia e ninguém duvide de mim, sou uma mulher capacitada”, analisou

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