Professores de Lauro de Freitas cruzam os braços

Atendendo as orientações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do município de Lauro de Freitas (Asprolf), os professores da cidade – que compõe a Região Metropolitana de Salvador – iniciaram na quinta-feira (26), a chamada “Operação Tartaruga”, ou seja, as aulas ocorrem com duração bem reduzida. Sendo declarado que haverá paralização a partir da próxima segunda-feira (2) e uma forte tendência para o rumo de uma greve por tempo indeterminado, a Asprolf não alivia seu “canhão” contra a gestão do prefeito Márcio Paiva.

Entre a série de reivindicações dos profissionais, o sindicato pleiteia melhores condições de trabalho para a categoria. A Asprolf demostra que a Secretaria de Educação (Semed) não atende as demandas de forma completa.

Do outro lado a Prefeitura de Lauro de Freitas afirma que o profissional da educação municipal é referência na Região Metropolitana de Salvador. Pegando apenas um único exemplo, a gestão do prefeito Márcio Paiva expõe que em 2012, o professor tinha remuneração de R$ 2.927,80, sendo mudado esse cenário no primeiro ano de gestão com a devolução de 19%, além de 8% de aumento na remuneração, acima do piso nacional, passando a receber R$ 3.620,70.

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“Buscar melhorias para categoria, não só foi uma proposta de campanha, mas sim, uma premissa estabelecida e enraizada pela gestão ao assumir o município. Como o trabalho não para, em 2014, os educadores de Lauro de Freitas receberam 8,5% de aumento acima do piso nacional, além do que antes já havia sido garantido pelo gestor, reafirmando a preocupação e valorização da categoria, com a remuneração para o professor Nível 1, com carga horária de 40 horas, passou a ser de R$ 3.928,44”, afirma em nota a Secretaria de Educação.

Sendo assim, se for verdade as explicações da Prefeitura, os professores não estariam cruzando os braços de “barriga cheia”?, Pois todos sabem que os gestores de todas as cidades não podem esquecer da Lei de Responsabilidade Fiscal e certamente Lauro de Freitas deverá ter um grande “jogo de cintura” para conseguir manter esse benefício para apenas uma categoria sem prejudicar a máquina pública.

A Prefeitura conclui sua nota com a seguinte afirmação: “A PMLF reconhece o direito da categoria em querer se manifestar, especialmente, entendendo que em uma sociedade democrática todos possuem a liberdade de expressão. A Gestão Municipal não concorda com a possibilidade de prejuízos aos cerca de 30 mil estudantes que precisam do educar em sala de aula. Todos os canais para o diálogo sempre estiveram abertos, ou seja, a Semed tem sensibilidade com as demandas do sindicato”.

Bocão News

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