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O Monumento às Bandeiras, na região do Parque Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo, foi pichado na noite de terça-feira (1º) em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215. A obra do escultor ítalo-brasileiro Victor Brecheret virou alvo do protesto contra o projeto que altera as regras para demarcações de terras indígenas.

Na base da escultura foi escrita da frase: “bandeirantes assassinos”, além de uma citação ao nome do projeto.

A proposta,que tramita na Câmara dos Deputados, é alvo de críticas dos índios e organizações não governamentais. O texto retira do governo federal a autonomia para demarcar terras indígenas, de quilombolas e zonas de conservação ambiental.

Pelo texto, caberá ao Congresso Nacional aprovar proposta de demarcação enviada pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Atualmente, o Ministério da Justiça edita decretos de demarcação a partir de estudos feitos pela Funai.

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Na semana passada, índios bloquearam por cerca de uma hora a Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo, contra a PEC. Em uma das faixas carregadas pelo grupo estava escrito “Guarani resiste – Demarcação já!”. Os indígenas ameaçaram com arcos e flechas os motociclistas que tentaram furar o bloqueio. Apesar da tensão, não houve confrontos.

Monumento
O monumento pichado em São Paulo é feito de granito, um material poroso. A escultura foi inaugurada em 1953. Ele é conhecido popularmente como “Empurra-empurra” ou “Deixa que eu empurro”.  A obra é uma homenagem às expedições, conhecidas como bandeiras, que partiram de São Paulo rumo ao interior do Brasil.

Os bandeirantes, responsáveis por iniciar o povoamento de parte do território brasileiro sobretudo nos séculos 17 e 18, chegaram a usar o aprisionamento dos índios nas próprias bandeiras e também como mão de obra nos assentamentos.

A obra de Brecheret representa um grupo empurrando uma canoa. Além do bandeirante português, estão representados no conjunto o índio, o mameluco e o negro.

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